Eu nasci do fogo
Fui forjado no fogo
O fogo me consumiu
E hoje eu sou como ele
Eu e o fogo somos um só
Ele é uma extensão da minha alma
E eu sou uma extensão da alma dele
Nós somos inseparáveis
Uma dança eterna
Entre o visível e o invisível
Entre a criação e a destruição
Pois, o fogo é o elemento que transforma
A perfeição divina
Expressa na capacidade criativa
Ele é a luz
O mistério da criação
E o calor da verdade
Mas ele também é implacável
Sua fúria transforma a matéria
E purifica aquilo que é imperfeito
Queimando o que não serve mais
E iluminando os caminhos
Onde antes só haviam sombras
Como cascas vazias e sem alma
É no fogo que me habita
Que encontro a coragem
Para enfrentar o desconhecido
E a força para seguir em frente
No caminho da verdade
Mesmo contra tudo e contra todos
O fogo ainda estará lá por mim
Pra me iluminar e me aquecer
E me mostrar os monstros traiçoeiros
Que se escondem na escuridão da alma humana
Pois, o fogo também é a fúria divina
Que desce como um raio fulminante dos céus
Para punir os maus e os mentirosos
Eu sou como o fogo
Trago o esclarecimento
Mas também trago a transformação
Há momentos que destruo
Na dedicação de construir algo melhor
Toda criação exige sacrifícios
E é na destruição do velho
Que o novo se faz renascer
Estar com o fogo é carregar essa dualidade
É ser a luz que ilumina e o calor que queima
A energia que aquece e movimenta
Mas que também desafia
Que testa, e exige respeito
Sua fúria é um reflexo na minha intensidade
Ele vibra em mim
Como o poder de manifestar intensões
De transformar desejo em realidade
Eu e fogo somos um só
Sua dança é minha dança
Sua luz e sua sombra
Refletem o que habita em mim
Juntos somos um lembrete
De que para renascer é preciso arder
E ao arder, encontrar o equilíbrio perfeito
Entre a harmonia e o caos
Portanto, não o procure o fogo
Se você tem medo de se queimar
Prefira o ar ou a água
Que são mais amenos
O fogo é somente para aqueles
Que são justos de vontade
E verdadeiros de espírito
Que fogo consuma o coração dos justos
Os livrando da consciência sombria
E torture os maus e os mentirosos
Queimando-os nas catacumbas do infinito
Pois as chamas da verdade e do espírito
Jamais de apagam no vão da eternidade
