A Bíblia Não-Escrita da Umbanda: Formas de Apresentação

Por Aralotum
A Umbanda é um universo recheado de conhecimento simbólico, de analogias e sincretismos. Ela não se expressa por uma linguagem formal e metódica, mas sim por exemplos que são facilmente assimilados por qualquer pessoa livre de preconceitos. É como uma parábola, mas uma parábola viva. Dessa forma, a Umbanda se torna acessível a qualquer pessoa.
O Uso do Sal Grosso

Por Alaotum
Frequentemente, os Espíritos de Luz recomendam o uso do sal grosso, quer seja em algum preceito ou, mais comumente, na forma de banhos. O conhecimento sobre o uso terapêutico do sal grosso no contra dores e mal-estar é bem popular e bastante antigo. O sal (cloreto de sódio) tem propriedades eletroquímicas muito positivas que são usadas na magia de Umbanda.
Cavalo: O Amigo do Orixá

Por Aralotum
Na Umbanda, de uma maneira geral, é comum os espíritos chamarem seus médiuns de “cavalo”, quando incorporadas. Esse é um termo comum no jargão dos terreiros, embora seja ainda um tanto incompreendido. Porém, espírito nenhum monta em seus médiuns. Nem metaforicamente! De fato, existe muita especulação sobre esse assunto, cuja explicação é bem simples e singela.
A Bíblia Não-Escrita da Umbanda

Por Aralotum
Uma das maiores críticas ao movimento umbandista é sobre o fato que não haver uma doutrina ou código escrito sobre a religião. Dizem, sob este pretexto, que a Umbanda é uma mistura de outras práticas religiosas, não sendo, portanto, uma religião legítima. O fato é que, por preconceito ou desinteresse, pouco compreendem sobre a umbanda e o movimento que deu formação às suas práticas.
O Esoterismo de Umbanda: A “Escola” Esotérica

Por Aralotum
A busca pelas verdades espirituais começa logo que adentramos ao templo de Umbanda, onde somos apresentados aos símbolos que compõe a identidade espiritual daquela casa. Isso, o que vemos no terreiro é o aspecto externo da Umbanda, exotérico, com toda a sua pluralidade de ritos existentes. Isso ocorre porque o ser humano é plural, multicultural; cada povo e cada coletividade humana tem suas próprias particularidades, cada ser humano tem sua própria capacidade de entendimento e a Umbanda tenta se aproximar de todas as consciências sem agredir essas particularidades, aceitando e compreendendo, pacificamente, as diferenças e abarcando todas as consciências na sua forma mais simples e profunda, como Espíritos que realmente são. É a Lei Divina se fazendo chegar aos corações dos mais diversos seres humanos na Terra.
O Esoterismo de Umbanda: A Lei Divina

Por Aralotum
A Umbanda tem um esoterismo profundo em sua raiz trazido à tona por Matta e Silva (Me. Yapacani) à luz do conhecimento. Esse esoterismo guarda as chaves e os princípios básicos das forças que regem o Universo, pois nele a Umbanda não é um culto, nem um movimento, nem uma religião. Aumbhandhan é Lei Divina! E, como Lei Divina, só podemos compreendê-la como sendo uma codificação dos princípios que regem todas as relações existentes, criadas e incriadas [1].
Considerações Sobre as Raízes Históricas, Míticas e Misticas da Umbanda

Por Aralotum
A Umbanda é difícil de ser compreendida em sua completude, talvez ninguém a conheça, talvez apenas nossos guias e mentores é que conhecem verdadeiramente a Umbanda. De todo modo, precisamos estar esclarecidos até onde podemos e até onde a nossa mente consegue alcançar.
O Fenômeno do Transe: Transe Mediúnico

Por Aralotum
A mediunidade não é algo fácil de ser compreendida. Primeiro, é preciso aceitá-la para que faça sentido. Como o próprio nome sugere, o médium atua como mediador entre o mundo físico e o mundo astral. Ele não deixa de ser médium quando está fora do seu templo, ele está em contato com seres espirituais de toda sorte, a todo momento. Por isso o médium deve sempre estar em constante vigilância, pois suas afinidades é que ditarão quais serão seus espíritos próximos e familiares.
O Esoterismo de Umbanda: O Cristo Cósmico

Por Aralotum
“Versículo 1. O BRA-ShITh que fundou a Aliança Eterna, o Princípio é o Verbo e o Verbo está em Deus: é a Razão Divina ordenando as suas Potências.
“Versículo 2. Esta Ordem dos ALHIM é o Universo Divino, o ato direto de Deus, é o mesmo em sua Palavra. É seu ATh, sua Essência e, de ALeph a ThO, suas letras são os Deuses, os Alhim, os Arcanjos.
“Versículo 3. A Palavra Existia, pois, antes que o Nada. Ela criou Tudo. Pois sem Ela, Nada haveria sido evocado, Nada haveria Existido.
“Versículo 4. Nela estava a Vida Eterna; e a Vida era AOR, Luz e Critério de ADaM.”
(Evangelho de S. João, traduzido por D’Alveidre, em A Teogonia dos Patriarcas)
Umbanda: Ponto de Convergência

Por Aralotum
A umbanda nasceu como um movimento religioso baseado na manifestação de vários espíritos que, sob suas roupagens, deliberam os ditames, as regras, os ritos, a doutrina, a disciplina e tudo aquilo que forma a base de qualquer agrupamento umbandista. Tem como ponto histórico a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, que promoveu a organização da Umbanda enquanto movimento. Mas Umbanda não limita-se a isso, sua natureza democrática permite a comunicação com todas as formas de conhecimento, tornando-se assim sua síntese e o caminho por onde eles se convergem. Em sua doutrina mais secreta, a Umbanda guarda chaves de conhecimentos tão antigos quanto a própria humanidade, chaves sem as quais tais conhecimentos se perderiam por completo no fetichismo popular de todos os tempos. Essas chaves são usadas nos processos mágico-mediúnicos no interior dos templos através de símbolos tão simplistas que poucos conseguem compreender sua profundidade, caindo, a grande massa, no mesmo fetichismo.