Maria Padilha: De Rainha de Castela a Pomba Gira de Umbanda
Maria Padilha é um dos fenômenos populares mais interessantes de deificação da figura feminina. É uma personagem que transcende a história. Conhecida na Idade Média como amante do rei de Castela – Pedro I, o Cruel – Maria Padilha tornou-se, com o passar do tempo, uma entidade cultuada como símbolo de sedução, feitiçaria e poder feminino.
Ela passou por algo muito parecido com aquilo que, no Brasil, vamos chamar de encante. Sim, Maria Padilha é um espírito encantado, fruto de uma antiga e mística encantaria ibérica, que adentrou com muita facilidade nos cultos afro-brasileiros e na feitiçaria popular. Neste artigo, vamos explorar tudo o que conhecemos sobre essa entidade que é temida como uma feiticeira, mas amada como uma deusa.
Carta aberta
Por Me. Obashanan
Desde algum tempo venho conversando com nosso irmão africano Ayegba Abdullahi sobre a tradição que praticamos desde nossa infância e as relações ancestrais dos fundamentos praticados por nossa casa, com relação a Ayan. Essa conversa teve várias consequencias muito produtivas e positivas que relatarei no final deste texto, mas antes responderei definitivamente a algumas perguntas e mesmo a críticas que nossa pessoa vem sofrendo por outros desde há muito tempo. Senão, vejamos:
Umbanda – Uma Religião Brasileira
Por Me. Obashanan
Revelada nos princípios da história humana, a primeira tradição retorna rumo à síntese do conhecimento.
A Pedra Bruta
Por Me. Aralotum
Iniciação é um processo de retificação do caráter íntimo e individual. É fruto de um processo de autoconhecimento que marca a nossa existência e dá significado ao que fazemos. É como lapidar uma pedra bruta de diamante, tirada da lama e cheia de impurezas, até que se transforme límpida e cristalina, brilhante como o Sol.
Como estar em paz consigo mesmo
Por Aralotum
A Bíblia Não-Escrita da Umbanda: Pontos Cantados

Outra forma por onde os Espíritos transmitem o seu conhecimento é através dos cânticos sagrados, chamados pontos cantados. Esses cânticos ainda constituem verdadeiros mistérios dentro da Umbanda e é preciso certo grau de conhecimento sobre os símbolos usados no terreiro para traduzir e interpretar esses cânticos adequadamente. Todavia, todo ponto-raiz cantado no terreiro tem um significado esotérico que está oculto e traduz, de maneira simbólica, algumas verdades espirituais através da sua letra.
A Bíblia Não-Escrita da Umbanda: “Nomes de Guerra”

Todo espírito que se manifesta no terreiro tem um nome próprio pelo qual é conhecido no astral, participa de comunidades espirituais e, não raro, exercem funções em instituições do astral, como hospitais, centros de recuperação, guarda, juizado ou até funções administrativas e de governança. Os espíritos estudam, trabalham, aprendem e evoluem. O mundo astral não é tão diferente do nosso mundo nesse sentido.
Os mistérios do Rum, o Tambor dos Reis Divinos

Por Me. Obashanan
1) A importância do pulso
Na música africana e na sua descendência nas Américas, o tambor de som grave, mais conhecido no Brasil genericamente como tambor Rum (esta é uma denominação da língua Fon. Rum significa rugido. É um nome mais conhecido nas tradições aparentadas com as descendências sudanesas. Dependendo do grupo de tambores, segundo seu tipo, procedência e função, os tambores graves terão outros nomes nas Américas, tais como Yiá, Angomba, Rufador, Yan, etc, mas sempre com funções semelhantes. É o tambor que conta as histórias das divindades, através da marcação dos passos do dançarino, acompanha as notas da melodia dos cânticos e é também o instrumento que possui o chamado “código de invocação”, um código muito antigo, onde apenas fragmentos de sua estrutura são possíveis de se ouvir hoje na música ritual.
A Bíblia Não-Escrita da Umbanda: Formas de Apresentação

Por Aralotum
A Umbanda é um universo recheado de conhecimento simbólico, de analogias e sincretismos. Ela não se expressa por uma linguagem formal e metódica, mas sim por exemplos que são facilmente assimilados por qualquer pessoa livre de preconceitos. É como uma parábola, mas uma parábola viva. Dessa forma, a Umbanda se torna acessível a qualquer pessoa.
O Uso do Sal Grosso

Por Alaotum
Frequentemente, os Espíritos de Luz recomendam o uso do sal grosso, quer seja em algum preceito ou, mais comumente, na forma de banhos. O conhecimento sobre o uso terapêutico do sal grosso no contra dores e mal-estar é bem popular e bastante antigo. O sal (cloreto de sódio) tem propriedades eletroquímicas muito positivas que são usadas na magia de Umbanda.




